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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Um passado não tão glorioso

Queridos, o cristianismo não surgiu ontem e nem hoje, mas sim a dois mil anos atrás, onde o homem moderno nem habitava nos sonhos dos povos antigos, e nem uma igreja tão bem estruturada como nos tempos atuais.
A igreja cristã é dona das mais longas histórias políticas e religiosas que o mundo já presenciou, testemunhou e encontrou em inúmeros livros de história, empilhados nas milhares bibliotecas e estantes por ai.
Hoje a Igreja vive em tempos tranquilos e instáveis, onde seu pensamento são apenas e humildemente aceitos como sugestões, para uma vida voltada para o propósito da conversão dos povos, encarando assim os decretos da igreja como uma escolha de vivência pessoal, sem ser forçado a nada, mas sempre empenhada na mudança total de carácter dos fiéis e não fiéis.
Antigamente em um passado distante e também nem tanto, a cristandade era locomovida pelos fortes e rígidos mandamentos e leis clericais, onde o sim da igreja era o sim do estado, e o não do clero permanecia firme, e disto o estado também ganhava hegemonia.
A igreja era autoritária, mais parecia um regime totalitário que governava o destino europeu, do que uma igreja. Era corrupta, onde o homem fazia de Deus e seu reino sagrado, um jogo publicitário e marqueteiro, que lotava os bolsos já fartos do clero cristão, e empobrecia cada vez mais a população carente.
Realmente o passado da igreja não é tão glorioso, pois a glória verdadeira é sinônimo da justiça e da própria verdade, presente na valorização respeitosa da dignidade do homem bom e correto. A cristandade pregava sua glória particular nas chamas e labaredas do fogo, do que eles chamavam de tribunal do santo ofício (inquisição), onde quem não seguia decretos de uma igreja humana e sem estrutura de uma teologia centrada nos valores, morria consumido pelo fogo ardente, muitas vezes em praça pública, depois de certos rituais para a execução do condenado.
Visões teológicas erronias, tapavam os olhos de nossos líderes espirituais, que pregavam que o rico deveria ser mais rico, e o pobre deveria continuar pobre, defendendo fortemente as elites que não passavam de pau mandados com medo do papa.
Mas o tempo graças a tolerância de Deus passou, ideais sendo recapitulados e estudados, para que uma nova concepção de sentidos pudesse renascer com uma igreja que prega o perdão ao invés da condenação. Os anos foram passando, mas os fantasmas e assombrações de um passado de dor e injustiças as vezes voltam para assombrar a igreja atual.
Casos que chegam a chocar como a própria inquisição, a venda de indulgências e a forte corrupção no clero, ficariam marcadas como uma mancha negra impregnada na eternidade. Mas a igreja entende e compreende, que um dia pela mente do homem foi levada a cometer delitos contra a sociedade, e também contra os próprios mandamentos de Deus. Pois foi Deus que enviou seu filho a esta terra e fundasse a igreja, para a salvação das almas desamparadas e perdidas, para a conversão dos povos.

"Os erros da igreja ficaram marcados como uma mancha na história da humanidade!"

Algumas palavras bem interessantes que um amigo me disse e faz muito sentido, foi que Jesus não escolheu Pedro para governar a igreja primitiva atoa, mas sim porque Pedro era o mais humano dos doze apóstolos. Pedro era rabugento, reclamava de tudo, resmungão e um puxa saco de primeira, e por isso certamente era o dono de todas as qualidades de um ser humano normal, e convenhamos que muito chato também.
Jesus deixou a sua igreja para Pedro pastorear, porque queria que o mundo entendesse que apesar da igreja ser uma invenção divina, ela também está submetida aos pensamentos muitas vezes errados dos homens.
O pecado atinge todo ser humano, e por isso atinge a cristandade, pois seus líderes são feitos de carne, e por isso são submetidos a tentações e erros. Os padres, o papa, os monges, as freiras, os pastores, os apóstolos, os acólitos, os bispos, os diáconos, os anciãos e todos que vivem comprometidos para pregar a boa nova, são submetidos a prática do pecado, pois suas mentes e seus corpos automaticamente são escravos do mundo, que muitas vezes faz com que a nossa vontade seja posta em prática, esquecendo assim da vontade sagrada de Deus, que deve ser posta em primeiro lugar.

"A vontade de Deus é maior que a do homem!"

O homem usou um dia até a igreja e o nome de Deus para matar, mas o Espírito Santo nunca desistiu da obra de Cristo, pois Jesus colocou simbolicamente a sua igreja sobre uma pedra, para que viva e exista eternamente, fortificada em uma rocha firme e maciça.
Deus faz de nós templos ambulantes, e por isso nós somos fortificados como rochas, para que o maligno não consiga nos abater e nem nos desanimar na caminhada da pregação da boa nova do evangelho. A pedra firme é presente e existente ainda hoje, e esta padra inacabável e imortal se chama: Cristianismo.

"Eu lhe digo que tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificará a minha igreja, e as portas do inferno não poderão vencê-la"
Mateus 16, 18

Lucas de Almeida Moraes

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