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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Maria e sua importância no andamento da cristandade

Maria foi o exemplo máximo de mãe!

       Queridos amigos, é uma alegria recebe-los novamente para mais um momento de reflexão sobre os planos e a vontade de Deus estampada em sua palavra, onde de modo particular podemos explorar o seu plano de salvação para com toda humanidade. Neste dia em especial, onde se aproxima da festa do natal, quero expor a vocês a figura materna e doce, daquela que trouxe para nós e deixou encarnar-se em si o salvador: Maria de Nazaré.
       Maria, aquela que profetizou que seria chamada de bem aventurada pelas gerações futuras. Deu a sua obediência filial a Deus para que nós tivéssemos salvação, para que a humanidade conhecesse o rosto de Deus estampado na figura humana de Cristo. Por ela Deus teve um rosto e este rosto de fato é Jesus Cristo.

“Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espirito se alegra em Deus meu salvador, pois atentou para a humanidade da sua serva. De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, pois o poderoso fez grandes coisas em meu favor, santo é seu nome.”
Lucas 1, 46-49
         
            A mãe de Jesus tem extrema importância no andamento da fé na nossa cristandade. Nela se encontra as grandes virtudes de um cristão autentico, muitos exemplos a serem seguidos sem medo, com fé e aptidão para coloca-los em pratica. Sua eficiência é reconhecida des de quando Deus a levou aos céus em gloria, quando a levantou em assunção, ou seja, subiu ao céus em corpo e alma, sem passar pela morte do corpo.
Na figura doce, feminina e meiga de Maria o exemplo mais explicito que se encontra em sua pessoa é o seu papel de mãe, enraizado no caráter de ser fiel a sua missão, sempre atenciosa no seus feitos. A virgem de Nazaré era uma menina quando foi instrumento do plano de salvação para os homens. Nela Deus plantou uma semente no qual nasceria a mais bela flor, Jesus, que espalhou sementes de amor  por onde passou, e ainda continua a espalhar. Temos que reconhecer o fato obvio que ser mãe do homem mais importante da face da Terra não devia ser nada facio. Ela não seria uma simples mãe, mas tinha que ser uma educadora árdua, uma professora que deveria ensinar o seu filho que ele era de fato diferente de todos, que ele tinha responsabilidades grandiosíssimas, que o mundo que ele vivia precisava muitíssimo dele, mesmo tentando preveni-lo. Evidentemente nós sabemos que Maria conseguiu realizar tudo isto e sem medo, pois se ela tivesse medo dos eventos da vida, não estaria apta para educar o menino Jesus. Se ela como muitos pais, fosse escravo do medo futuro, seria despreparada para educar e ensinar o homem que mais correria riscos na historia, prezo na realidade sangrenta de seu tempo, onde a vida não tinha tanto valor.

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto que leva em seu ventre”
Lucas 1: 42-45

            Maria não tinha medo de falhar, ela preferiu a ação do que a omissão! Ficar presa pelo medo. Se Maria tivesse medo de revelar o seu filho ao mundo ela teria visto seu filho crescer sem entender a sua meta, e isso seria a nossa condenação, pois sem o sacrifício de Cristo todos nós estaríamos realmente perdidos. Bons professores evitam surpresas, a jovem mãe de Jesus viveu pautada por fatos imprevisíveis. Ela tinha de ser muito mais do que uma educadora sensata. Não sabia quais seriam os obstáculos do caminho, mas estava disposta a enfrenta-los e ir em frente. Como diz o escritor Augusto Cury:

“Educar é caminhar sem ter a certeza de onde se vai chegar”

            Veja meus amigos, Maria foi uma professora que ensinava a simplesmente a arte de viver, e se aprende esta arte somente quem de fato vive! Para isso não é necessário faculdades, cursos ou aulas, mas somente no aprendizado benéfico da própria vida, sempre buscando as coisas eternas, complementando-as com as materiais, mas não se apegando ao que pertence a este mundo.
            Em muitos casos no evangelho podemos nos deparar com Maria contrariando seu filho, como no casamento em Caná na Galileia, onde por ventura acabou o vinho.
         
“Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não tem mais vinho.
Respondeu Jesus: Que temos com isso? A minha hora ainda não chegou.
Sua mãe disse aos serviçais: Façam tudo o que ele vos mandar”
João 2, 3-5

          Maria estava abaixo de seu filho por partilhar e participar na nossa humanidade, mas ao mesmo tempo se encontrava acima dele pela autoridade que Deus a confiou. Nesta passagem que acabamos de ler é onde começa a vida de total entrega de Jesus para com a obra de seu pai. A agua se tornou vinho, o filho de Deus começa arduamente sua caminhada por intervenção de Maria.
            Em toda a historia do cristianismo podemos estudar os primeiros ministros da igreja sempre buscando para si e para a igreja a perfeição no amor, a busca do amor que se procura como um tesouro escondido dentro do coração de Maria. Ela até a atualidade é bendita e bem aventurada, pois ela merece ser lembrada como porta aberta onde Deus atravessou a realidade do céu, se fez homem e quando o verbo foi dito ele se tornou carne e abtou entre nós, fazendo do ventre de Maria o seu trono, território sagrado e sacramental, que abrigou com amor a profecia dos profetas do velho testamento.
              Nos tempos atuais, no cristianismo, podemos ver que Maria é uma figura importantíssima para os católicos romanos e orientais, anglicanos e ortodoxos. Podemos ver também os protestantes que tem o conhecimento e a doutrina de que Maria é uma mulher de alto mérito e que merece o respeito por ter vivido uma vida centralizada nos propósitos de Deus.

“Maria é digna de suprema honra na maior medida”
Martinho Lutero

               Um cristão que não reconhece a participação de Maria para a nossa salvação é um tolo e deve estudar a sua fé, rever os seus conceitos de ser realmente cristão e exercer esta fé, pois foi por Maria que a humanidade na qual fazemos parte, recebemos Cristo humano e divino, que abitou entre nós, pisou nesta terra em qual pisamos e se tornou visível aos olhos descrentes.  
              Caros leitores, reconhecer que Maria alcançou a santidade não é motivo de idolatria, mas sim do fato de ser exemplo para todos nós que somos gratos pelo seu amor. Ela foi humana como nós, viveu as dificuldades da vida, mas não abaixou a cabeça, pois em Deus e no seu filho ela achava a maior força que existe no mundo. A força do amor! O amor que acaba com as brigas, com as guerras, que traz a união dos homens em favor da paz.

“Maria, sem duvida, um exemplo de mãe, professora, amiga e companheira!”


Lucas de Almeida Moraes 
“Maria é a concha e Cristo é a perora, a joia oculta dentro do ventre de sua mãe!


3 comentários:

  1. Como assim Maria não passou pela morte?E ela tinha certeza de que Jesus era seu salvador,e de toda humanidade também.Quando Jesus está no casamento e ela diz que o vinho acabou não foi porque estava contrariando-O mais porque sabia que a presença d'Ele ali,naquele dia tinha um propósito,e Jesus mais do que ninguém em toda a sua vida tinha a convicção de quem era, Ele era,é e sempre será Deus.Tanto que logo na sua infância ensinava sobre as escrituras sagradas aos "doutores":Pensando, porém, estar ele entre os companheiros de viagem, foram caminho de um dia e, então, passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos; e, não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas. Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura. Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai? E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. —Lucas 2:40-49, 52

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  2. Bom, nos primordios da fé cristã, ou seja, do cristianismo primitivo confirma que Maria não morreu, ela foi arrebatada, sofreu assenção.

    Assim diz a maioria dos livros de Teologia Cristã:

    “A Virgem Imaculada, preservada livre de toda mancha do pecado original, foi levada corpo e alma para a glória celestial, quando acabou sua vida terrestre.” Este ensino tem levado alguns teólogos a afirmar que Maria “não morreu, e ela foi imediatamente elevada da vida terrestre para a glória celestial"

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  3. Certamente concordo na parte que ela não estaria contrariando Jesus no sentido objetivo da palavra, mas estava fazendo o seu papel de educadora impondo de certa forma que seu filho fisese o ato da transsubistanciação da água para o vinho.

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