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quinta-feira, 22 de março de 2012

Julgar, a triste mania do ser humano!

              Queridos amigos, é um prazer tê-los aqui novamente para engrandecer e fortalecer as nossas mentes e eleva-la até Deus. Avaliando o mundo no qual esta a nossa volta hoje vamos expor uma reflexão que infelizmente muitos irão se identificar, talvez nem muitos mas sim todos nós iremos ler estas linhas e conseguir enxergar a nossa pequenez humana, nossas falhas, tropeços e a nossa própria humanidade. Dou o titulo a este texto: “Julgar, a triste mania do ser humano”, pois observo em todas as pessoas, até mesmo em mim mesmo, o triste ato de olhar para o outro e invés de ajuda-lo eu erradamente vou julga-lo sem se quer olharmos para nós mesmos e nos deparar com os nossos erros que muitas vezes são estrondosamente maiores do que os erros de quem pecaminosamente julgamos.
             Para dar andamento a nossa reflexão, gostaria de compartilhar com vocês um fragmento da bíblia que nos ajudara a entender o que Deus tem a nos dizer:

“Pouco me importa ser julgado por vocês ou por qualquer tribunal humano, de fato, nem eu julgo a mim mesmo. Embora em nada minha consciência me acuse, nem por isso justifico a mim mesmo, o senhor é quem me julga. Portanto, não julguem nada antes da hora devida, espere até que o senhor venha. Ele trará a luz o que esta oculto nas trevas e manifestara as intenções dos corações. Nessa ocasião, cada um recebe de Deus a sua aprovação.”
1 Coríntios 4, 3-5

            Caríssimos, neste fragmento bíblico, Paulo, o apostolo das nações, nos expõe o seu exemplo de cristão integro e totalmente entregue a sua fé, que para ele não era somente um crer, mas sim um estilo de vida cujo centro era basicamente Cristo. Como um bom homem de Deus, Paulo entrega a justiça e a soberania totalmente ao devido dono. Sinceramente, aconselho a fazer como Paulo, porque se manteve em silencio quando o julgaram, sofreu perseguições e foi caluniado por multidões que tinham raiva e ódio da palavra que ele professava a mando de Deus que se revelou pelo espirito santo. Mas contudo, valeu a pena dedicar a sua vida ao enriquecimento da sabedoria do homem diante do esplendor de Deus, pois sofreu, mas encontrou a gloria eterna da felicidade em seus sofrimentos. Em cada cicatriz das pedradas e pontapés que tinha marcadas em seu corpo Paulo não fazia de meras mas lembranças, mas fazia delas um orgulho próprio que o levaria para a gloria. Contudo, Paulo foi feliz por seus sofrimentos, pois sabia que por eles de alguma maneira encontraria a felicidade de estar com Deus e cumprir o seu serviço de proclamar a boa nova da ressurreição! Muitos julgaram Paulo, mas ele não tinha isto como um empecilho, mas sim como uma espécie de armadura, pois cada vez que ele era atacado ele se fortalecia.
                Não julgue para ser julgado, não condene para não ser condenado e não calunie para não ser caluniado. Tenham certeza que o bem conhecido ditado popular “tudo que vai volta” é verdadeiro e se torna cada dia mais frequente em nosso meio. Portanto procure semear no coração do próximo o amor e a palavra amiga e não a discórdia e a confusão. Não seja um peso na vida de seus amigos, mas seja para ele um porto seguro onde eles possam encontrar momentos de paz. Contudo alerto aos cristãos que quando forem julgados injustamente, sigam com integra e respeito a quem te jugou. Nós que temos a nossa fé como o tesouro que Cristo nos deixou sabemos e entendemos que o silencio muitas vezes não é sinal de fracasso e nem de derrota, mas sim de oração e amor para com aquele que te atira pedras, por isso, se preciso for, quando te julgarem faça do teu silencio o seu ponto de equilíbrio e ore por um coração mais paciente.

“Não jugues para que não seja julgado. Porque com juízo com que jugueis sereis julgados, e com a medida com que medis vos medirão a vós.”
Mateus 7, 1-2

            Jesus em toda a sua vida terrestre nunca apontou o dedo em direção a ninguém e a julgou. Jesus não julgava, ala na verdade de maneira espetacular e fantástica fazia revoluções de pensamentos rapidamente, pois mesmo sendo simples ele era dono de uma sabedoria intrigante e as vezes assustadora na maneira mais positiva. Um exemplo é a passagem bíblica que nos apresenta a mulher adultera que iria ser apedrejada pelo seu pecado. Levaram-na até Cristo é disseram o pecado grave que a moça tinha cometido. Jesus em um gesto estranho para todos que acompanhavam aquele momento agachou e olhou nos olhos daquela bela jovem. Cristo, ao contrario de muitos ali estava com o coração repleto de compaixão, mas os homens que assistiam o ato incompreendido de Jesus estavam tomados pelo ódio e pela sede de sangue, mas no mesmo instante a boca de Jesus foi como uma porta que se abril para a salvação de todos que estavam ali, palavras que revolucionaria os pensamentos não somente daqueles homens, mas também de toda humanidade: Quem nunca pecou que atire a primeira pedra!  
              As vezes o nosso orgulho, o luxo e a avareza estão tão fortemente presentes em nossa vida que nós nos tornamos cegos e não temos a capacidade de ver a nós mesmos, conseguimos enxergar os tropeços dos outros, mas enquanto as outras pessoas tropeçam em pequenas pedras e reconhecem que erraram o cego já esta perdido, pois na escuridão em que ele se encontra ele se embrenha nos obstáculos da vida e mesmo assim continua mergulhado e repleto de seu intenso e glorioso orgulho.   
                Jesus não julgou ninguém porque não era cego, muito pelo contrario, ele enxergava muito bem, ele não era orgulhoso, pelo contrario, ele era humilde, e humilde o bastante para compreender que somos todos iguais e pecadores por natureza, natureza esta que com força de vontade e seriedade pode ser driblada para que possamos chagar até a santidade sendo imitadores de Cristo.
               O mestre de Nazaré não atirou pedras em quem estava errado, mas em um gesto fraterno, solidário e atencioso estendia a mão a todo aquele que caia para que voltasse a ficar de pé. Ele caminhava pelos caminhos corretos da vida e quando via alguém andando na contra mão ele convidava este individuo a caminhar com ele, a caminhar por caminhos certos, caminhar com Cristo. Nestes atos Jesus enchia o coração das pessoas de esperança, pois mostrava a elas que o amor é maior que nossas falhas e iniquidades. Ele compreendeu que julgar não ajuda as pessoas a levantarem nos seus momentos de fracasso, na verdade julgar é ferir mais ainda aquela ser que já esta machucado, deixando-a mais desanimada, angustiada e propicia a novos tropeços. Jesus estendeu a mão e mostrou a nós que quando uma pessoa cai não devemos julga-la, mas sim ama-la para que se sinta querida, para que compreenda que ela é uma peça importante e que faria falta no meio de nós e que fique atenta para não falhar mais.   

“Sem duvida alguma deveríamos olhar por alguns instantes para nós próprios antes de se quer ousarmos de pensar em julgar os outros.”

               Saibam que existe somente um julgador que age com justiça e aptidão. Deus apesar de ser o supremo juiz, não quer que tenhamos uma imagem negativa de sua pessoa, mas quer que vejamos nele um apoio no qual eu e você quando tropeçarmos possamos nos apoiar. Tenham certeza que Deus não julga com rédeas e chicotes, mas ele julga com amor e misericórdia. Contudo Deus julga cada homem diante da sua própria realidade, ou seja, não é Deus exatamente que condena as pessoas, mas sim as próprias pessoas que se condenam, pois quem planta o céu colhera a salvação, mas quem planta infernos colhera a condenação.

“Quem somente julga é egoísta, pois é um ser repleto de amor próprio e não é capaz de repartir este amor no simples gesto de ajudar.”

                Amigos, particularmente sei o quanto é difícil não cometer os inúmeros atos ilícitos que por nossa fraqueza realizamos. Contudo, já nos recorda as sagradas escrituras que tudo é permitido, tudo é liberado, somos livres, mas nem tudo nos convém, nem tudo nos edifica nos planos de Deus. De fato somos completamente livres para escolher qual o caminho a trilhar, o caminho do bem ou o do mau, mas somente um pode nos edificar e nos presentear a salvação, mas já digo que este caminho não é fácil. O caminho para o céu é cansativo, pedregoso, esburacado e cheio de empecilhos. Já o caminho do mau é uma pista plana, perfeita e cômoda para quem caminha nela. É por isso que muitas pessoas são mas, pois se acomodaram na maldade e não querem encarar os obstáculos de se alcançar a bondade. Eu pergunto: Sabe o que devemos fazer para sermos condenados? A resposta é nada! Mas sabe o que devemos fazer para ganhar a salvação? Sermos imitadores de Cristo, e todos nós sabemos que Cristo sofreu por diversas razoes, uma delas foi por ser uma boa pessoa, mas continuou firme até o fim, pois reconheceu que ele era o exemplo e a causa de nossa fé. Ele continuou firme para que nós vendo o exemplo dele perceber que vale a pena sermos como ele foi, aquele que não julga, mas que no gesto de um verdadeiro irmão estenda a mão e oferece compaixão pelas vidas, aquele que invés de dirigir palavras rudes e grossas conseguia tocar o coração dos pecadores de maneira pacifica e gentil. Jesus foi aquele que não julgou os homens pelas suas transgressões, na verdade ele em silencio entregou a sua vida por todos nós e foi julgado em nosso lugar.
             Portanto meus caros, não julgue o seu próximo, se coloque no lugar dele para que você possa saber a dor que é ser pisado pela segunda vez, pois o pecado que cometemos é primeiramente prazeroso, mas logo após do ato ele nos pisa e nos deixa no chão. Quem julga pisa pela segunda vez no seu irmão! Portanto sejamos imitadores de Cristo, pois ele não julgava os homens, mas os tirava da condenação para viver a paz que queria abitar em nossos corações mas os nossos pecados não deixava.


"Ao invés de julgar levante aquele que esta no chão, se coloque no lugar do teu próximo, sinta as dores dele para que não julgueis. Ao invés de julgar tenha paciência e  peça a Deus um coração mais misericordioso!"

Lucas de Almeida Moraes 

 

Um comentário:

  1. Mais um texto muito bom Lucas
    parabéns :)
    Diego Padovani

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