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segunda-feira, 12 de março de 2012

O rico veio como pobre!

Deus viu a necessidade do homem, nos deu a mão
e participou da nossa humanidade. 

         Queridos amigos e amigas, sejam todos muitíssimos bem vindos para partilhar conosco esta reflexão que foi feita com muito carinho, para que todos nós como igreja, possamos nos reunir diante do Pai para desfrutar da sua magnânima e perfeita sabedoria. Hoje gostaríamos de partilhar  uma reflexão inspirada no próprio salvador, Jesus Cristo, aquele que veio pobre a este mundo, partilhou da nossa humanidade e era   filho nada mais dana menos do que o autor da existência.
         De fato o rico veio como pobre. Deus, senhor soberano de todas as riquezas e sumo criador do universo veio a nós na condição de pobre e de nossos sofrimentos experimentou por sua natureza carnal. Jesus, filho do Deus vivo e o próprio Deus encarnado, de fato é o rosto do criador, e por ele nós todos fomos libertos da condenação. Foi pelo próprio homem de Nazaré, aquele que não veio a nós com melhores calçados, mas sim com pés descalços que nós fomos libertos e convidados a participar do seu glorioso reino.

“Cristo era o remédio em forma de gente, o amor com um rosto e humildade em pessoa!”

        É interessante, curioso e ao mesmo tempo intrigante nos perguntar o porquê de Cristo vir ao mundo na condição de pobre. O porquê de Deus não ter se encarnado como legitimo rei. Ora, se Deus viesse a nós rodeado de belas roupas e dono de aglomerados de riquezas não era causa de tamanho espanto. Mas o intrigante se fez, pois Deus veio a nós em extrema e monstruosa humildade, fazendo do seu primeiro trono um punhado de palha em uma simples e modesta estrebaria.
          O menino Jesus, por ser filho de quem era, poderia brincar com os melhores brinquedos, mas quando ainda criança recebeu um punhado de madeira para se divertir, enquanto o seu pai adotivo, José, trabalhava de carpinteiro para zelar e sustentar sua família. Ele poderia ter as melhores roupas, mas no máximo possuía cinco ou seis túnicas. Ele poderia comer do bom e do melhor, mas para a surpresa de muitos escolheu viver no meio de um povo humilde, sofrido e judiado que se unia em torno da mesa para partilhar um pedaço de pão e um gole de vinho. E por isso que aquela gente era feliz, é por isso que o próprio Cristo era feliz, porque desde sua infância ele soube encontrar a felicidade no pouco, no sorriso sincero e no abraço de verdadeiros amigos, até mesmo o abraço daqueles que o negaria e o trairia.
            Jesus não fez da sua pobreza uma cruz, mas fez dela o motivo para ser feliz. No seu jeito simples e humilde de ser ele conseguia tocar no coração das pessoas de um modo muito especial. Na sua simplicidade pode se testemunhar que o reino de Deus não é construído somente de grandiosas obras, mas também de pequenos e valiosos atos por nós feitos, pois assim como uma casa é construída de tijolinho em tijolinho, o reino de Deus também pode ser construído aos poucos. Cristo não era coroado com as coroas de ouro que o mundo oferece, mas no seu jeito de ser e agir ele poderia alcançar os mais elevados níveis da nobreza, da grandeza e da honra, mesmo sem deixar de ser quem verdadeiramente era.

“O auge da inteligência é alcançar a humildade. O auge da humildade é pisar com os pés descalços sobre a grama e sentir sobre seus pés a criação de um Deus maravilhoso, que não deixou tudo isto somente para você, mas para todos nós.”

Reconhecer a nossa pobreza é enxergar em Cristo
algo maior que nós, mas que por amor também quis
se comparar a nós, pois veio a este mundo como
homem! 
            Cristo foi humilde ao extremo e ao mesmo tempo foi um grande líder. Apesar da sua liderança ele levava em si o pensamento que o grande líder é aquele que reconhece sua pequenez, aquele que tira forças da sua humildade e que extrai da sua experiência a fragilidade de ser forte o bastante para dizer: Mesmo sabendo quem eu sou eu quero e posso ser um de vocês! Vendo e contemplando a vivencia deste intelectual de Nazaré, nós podemos chegar a conclusão de que quanto maiores em humildade formos, mais próximos da nobreza chegaremos!

“O verdadeiro rei não é aquele que vive trancado em seu castelo, mas é aquele que vive no meio do seu povo!”

            Quando aquele simples e grande homem entendeu a sua verdadeira missão nesta Terra, ele se preocupou ao extremo com a dor do outro, pois tinha mascado em sua vida o que aquele povo sentia, afinal, ele fazia parte daquela gente, pois nasceu e cresceu no meio deles. Jesus aprendeu a ser humilde ao ponto que ele se preocupava com o próximo enquanto ninguém se preocupava com ele. E esse foi o momento mais doloroso de sua vida. Foi aquele dia em que tinha seu coração repleto de amor, enquanto aqueles na qual estavam sendo salvos pelo seu sangue, zombavam, cuspiam e espancavam Jesus. Enquanto o coração de Cristo estava repleto de amor, o coração daqueles homens estavam consumidos pelo ódio.
             Quando estava agonizando na cruz Jesus não perdeu a sua majestade e cordialidade para com aqueles que amava. Com o rosto deformado pelos dolorosos açoites, olhou para aqueles que o maltrataram e disse:

“Pai, perdoa-os, pois eles não sabem o que fazem!”
Lucas 23, 34

             Mesmo sofrendo dores horríveis, agonizantes e extremamente dolorosas, Jesus olhou com carinho para os homens e os perdoou por terem feito aquilo com ele. Jesus, mesmo sofrendo não esqueceu de suas origens. La na cruz o seu sangue escorria pelo seu corpo, a dor consumia seu físico e a sua alma, mas seu coração estava mergulhado em um poço de amor.
             De fato o filho de Deus veio a nós como pobre e também se sacrificou como pobre, pois morreu condenado de uma forma desumana, dolorosa e agonizante. Morreu preso aos punhos em pedaços de madeira. Madeira esta que brincava quando era criança, e agora fazia delas seu trono para realizar o sacrifício que nos salvaria.
             Meus amigos, hoje Jesus bate na sua porta e te convida para dar uma volta. Neste passeio especial ele te convida a tirar as suas sandálias, sentir em seus pés a criação de Deus, a grama, a terra e as pequenas flores. Jesus te convida a parar um pouco e sentir a brisa suave a bater em seu corpo, como se você fosse uma pipa, pronta para erguer seu voo e descobrir o que a além das montanhas. Nesse passeio Jesus te chama para sentir o perfume das delicadas rosas e margaridas, flores que esbanjam perfume suave como se fosse um agrado que a natureza nos oferece. Depois de tudo isso você se depara. Percebe que Deus é o senhor de uma sabedoria tão especial que ele consegue fazer de coisas tão simples coisas imensuráveis. Ele pode fazer da pobreza uma riqueza. Deus consegue fazer de delicadas flores lindos bosques e jardins. Tem a capacidade de conseguir fazer de pedrinha por pedrinha grandiosas e majestosas montanhas.  É esse Jesus que veio pobre e nos deixou a riqueza que foi o resultado de seu sacrifício: A salvação! Simplesmente é este homem que sorriu quando viu seus amigos sorrindo. É este o filho de Deus que do verbo se fez carne e abitou entre nós e foi como nós, homens e mulheres que vivem do pouco, e do pouco fazem sua grande motivação para serem felizes e estarem prontificados na eterna busca da felicidade, pois se não somos felizes não reconhecemos verdadeiramente quem é Jesus Cristo.

“Jesus era tão bom, humilde e sábio que ele não queria ser adorado, muito menos ser um pop estar, ele queria apenas fazer com que os homens percebessem que existia um caminho para o bem, e este caminho simplesmente era ele mesmo!”
Raul Seixas
Ser humilde é contemplar a natureza e saber que aquilo foi feito para você! 
“Jesus foi tão pobre que na sua pobreza encontrou a riqueza de viver, e vivia tão bem que disse: Ame seus inimigos, faça o bem para aqueles que te odeiam, abençoe aqueles que te amaldiçoam e  ore por aqueles que te maltratam.”

Lucas de Almeida Moraes 

2 comentários:

  1. nuuss verdade ...Concordo,assim mesmoo!!! *--*

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  2. Lucas....

    Muito lindo esse texto...Que Deus continue te abençoando, para que você possa abençoar outros.


    Abraços,
    Vivi

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